
Tarifaço dos EUA Q&A | Medidas para preservar competitividade e continuidade dos negócios
Para apoiar na tomada de decisão, reunimos abaixo algumas das perguntas mais frequentes sobre como minimizar impactos e manter a operação ativa em um cenário de barreiras comerciais.
O que mudou com o tarifaço dos EUA?
Em 30 de julho de 2025, os EUA formalizaram o aumento para 50% das tarifas sobre parte das exportações brasileiras, atingindo especialmente setores como carne bovina, café, açúcar, etanol, frutas e equipamentos de engenharia. Outros produtos foram poupados ou mantidos na alíquota de 10%, mas o impacto sobre a competitividade permanece relevante.
O primeiro passo pode ser reavaliar o regime tributário. Exportadores com lucro reduzido ou prejuízo podem se beneficiar do Lucro Real, aproveitando prejuízos fiscais e reduzindo carga tributária.
Já no Lucro Presumido, margens afetadas podem gerar tributação desproporcional. Projetar resultados para os próximos meses ajuda a decidir o regime mais vantajoso.
E quanto à compensação tributária?
Empresas podem aproveitar créditos de PIS e COFINS no custo de aquisição para reduzir a base de cálculo de IRPJ e CSLL, além de revisar os últimos cinco anos para recuperar valores pagos indevidamente, gerando alívio de caixa imediato.
Como o Drawback pode ajudar nesse cenário?
O regime de Drawback suspende ou elimina tributos sobre insumos importados destinados à produção de bens exportados. Na prática, pode reduzir custos de importação em até 71,6%, tornando o produto mais competitivo mesmo diante de tarifas adicionais impostas por outros países.
É ideal para empresas com cadeias produtivas que dependem de insumos estrangeiros e mantêm fluxo constante de exportações.
A Admissão Temporária permite a entrada de bens no país por prazo determinado, com suspensão de tributos. É especialmente indicada para máquinas, equipamentos ou peças que serão utilizados em operações específicas e depois devolvidos ao exterior. Isso evita desembolsos fiscais desnecessários e preserva o fluxo de caixa da empresa.
O Entreposto Aduaneiro autoriza o armazenamento de mercadorias em áreas alfandegadas, com suspensão do pagamento de tributos até a sua efetiva nacionalização ou reexportação.
Essa flexibilidade permite gerenciar estoques de forma estratégica, direcionando mercadorias para mercados alternativos caso o destino original seja impactado por barreiras tarifárias.
Essas soluções substituem uma estratégia mais ampla?
Não. Embora eficazes para mitigar impactos imediatos, esses regimes devem ser aplicados de forma integrada a uma estratégia aduaneira e tributária mais ampla, considerando o modelo de negócio, o tipo de produto e os países de exportação envolvidos.
A análise técnica de cada caso é fundamental para garantir segurança jurídica e maximizar ganhos operacionais.







